Como as amizades viram sua família longe de casa durante o intercâmbio
Categoria: Relacionamentos
Estudantes relatam que os amigos ajudam a enfrentar a saudade, conhecer outras culturas e até a ganhar confiança
Por Capricho | 12/06/2026
A decisão de fazer um intercâmbio pode significar a realização de um sonho, mas às vezes também vem acompanhada de medos, como o de ficar longe da família, o de não conseguir se comunicar em outro idioma e o de estar sozinho em um país que não é o seu. O que muda esses sentimentos e transforma a experiência, porém, são as amizades que você com certeza vai fazer ao longo do caminho. A CAPRICHO viu de perto essa realidade dos intercambistas no Campus da escola de idiomas EF Nova York *. “O maior desafio é ficar longe da minha família. Mas vale muito a pena, porque no intercâmbio você encontra pessoas que estão passando pela mesma situação que você, e aí tudo fica mais fácil”, relata Isabelle Gabi , de 18 anos, estudante do programa de preparação para universidades dos Estados Unidos e Canadá, à nossa reportagem. Como as amizades podem transformar sua experiência de intercâmbio Quando os amigos viram uma família longe de casa Se você mora em uma cidade diferente dos seus familiares no Brasil, provavelmente já sente que seus amigos são a família que você escolheu, mas em um intercâmbio para fora do país esse sentimento se intensifica ainda mais. Estudar, compartilhar refeições, passar horas conversando nos espaços de convivência, praticar esportes, dividir as inseguranças… Fazer tudo isso junto aproxima os estudantes em um curto período de tempo. “ Ao encontrar amigos, você acaba formando a sua própria família aqui “, afirma Ramon Godoi , de 23 anos, que fez um curso de 6 meses focado em inglês para negócios. Quando alguém entende exatamente os desafios e preocupações que você está enfrentando, a adaptação fica menos assustadora e o acolhimento surge de forma natural. Continua após a publicidade Conhecer novas culturas Mas as amizades construídas durante um intercâmbio significam mais do que um apoio emocional. Elas funcionam como uma porta de entrada para outras culturas, e esse contato com diferentes realidades também faz parte de uma ‘família de amigos’. Para Ramon, um dos momentos mais marcantes foi perceber a diversidade ao seu redor. “Você senta para jantar com um asiático, um europeu, um latino… Todo mundo na mesma mesa conectado por uma língua só.” E, assim, o convívio desmistifica estereótipos e dá espaço para novas perspectivas. “Às vezes, a gente tem esse preconceito de que o pessoal de outros países é muito diferente, que eles não vão ser tão abertos quanto os brasileiros. Mas tem vários que são”, conta Manoella Hurtado , de 18 anos, que fez o curso de três meses focado em inglês. Para o mexicano Luiz Martínez , de 21 anos, que foi aluno do programa preparatório para universidades e já está estudando na Pace University, em Nova York, essa troca vai além do aprendizado cultural e se relaciona com quem você é. “A palavra que eu usaria para descrever a minha experiência aqui seria conectado. Conectado aos meus amigos, conectado ao mundo em que vivo, conectado com o