Em tempos de IA, Bia Lobo escolhe criar com as próprias mãos e o coração
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Entre colagens e animações feitas à mão, a criadora encontrou uma forma de se expressar cheia de personalidade, sem negar nem ficar refém da tecnologia.
Por Capricho | 28/09/2026
V ocê já se deparou com um vídeo da criadora de conteúdo Beatriz Lobo na sua For You? Cores, papéis recortados e desenhos se misturam para criar animações que parecem sair da tela — e talvez seja justamente aí que esteja o encanto de seus seguidores. Hoje, a inteligência artificial padroniza imagens em poucos segundos e, ainda assim, ela escolhe fazer diferente: coloca a mão na massa e deixa o processo aparecer. Mas por que será que ela escolhe o caminho mais longo? Para Bia, é justamente aí que está a graça. A criadora trabalha diariamente com celular, computador e redes sociais e, por isso, encontrou nos trabalhos manuais uma maneira de se afastar um pouco das telas. O processo de criação passou a ocupar sua rotina não apenas como uma ferramenta de trabalho, mas também como uma forma de se divertir e cuidar de si. “Eu acho que isso é muito gostoso de fazer e faz muito bem para a minha saúde mental”, conta. Segundo a influenciadora, as atividades manuais transformam sua forma de pensar e abrem espaço para novas ideias. Afinal, uma inspiração pode estar em qualquer lugar: um filme novo, um livro, um artista ou até em uma combinação de cores. Tudo pode virar referência para o próximo vídeo. Continua após a publicidade É um processo que começa antes mesmo de colocar a primeira imagem no papel. Uma referência leva a outra e, depois de horas exercitando a criatividade, surgem novas possibilidades: “Às vezes eu estou no meio de uma ideia e me vem uma próxima para uma outra coisa, porque aquilo está me estimulando o tempo inteiro”, explica. A criatividade também precisa de espaço Já pensou que a criatividade não aparece de uma hora para outra? Na verdade, ela precisa ser exercitada com bastante frequência. Uma das práticas que a criadora recomenda é a escrita. Bia cita o livro O Caminho do Artista , de Julia Cameron, e o exercício das chamadas “páginas matinais”: escrever livremente logo ao acordar, colocando no papel os pensamentos que estão ocupando a cabeça. Continua após a publicidade A proposta, segundo ela, é justamente criar espaço. Quando está tomada por pequenas tarefas do cotidiano (mensagens, trabalho, burocracias da casa), Bia percebe que sobra pouco espaço mental para criar. Escrever ajuda a organizar esses pensamentos e a abrir caminho para novas ideias. Ela também costuma anotar tudo o que surge, mesmo quando ainda não sabe o que fazer com aquilo. Às vezes, uma ideia que parece incompleta ganha outro significado quando é retomada alguns dias depois. Música também entra nesse processo: quando sente um bloqueio criativo, colocar uma música ao fundo pode ajudá-la a entrar em um estado de concentração. Continua após a publicidade E não existe uma fórmula única. Para Bia, exercitar a criatividade pode significar escrever, ouvir música ou até visitar um museu. Mas aqui vai uma dica da influenciadora: a inspiração pode estar mais próxima do que você imagina. É preciso estar atento ao que está ao seu redor. “Você tem que treinar ela como se foss