O que nossa galera pensa sobre política, redes sociais e eleições em 2026
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Conversamos com a Galera CAPRICHO, nosso grupo de leitores-colaboradores de todo país, que vai às urnas pela primeira vez neste domingo (4).
Por Capricho | 28/09/2026
G rande parte da nossa galera vai às urnas pela primeira vez neste domingo (4). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza três milhões e quinhentos mil novos eleitores com 16 a 18 anos . Apesar de o voto ser facultativo para menores de 18 anos, muitos jovens estão na expectativa para votar para presidente da República, governador, senador e para deputados federais, estaduais ou distritais. É o caso da Madu Vilar , da Galera CAPRICHO 2026 , que tem 17 anos e já faz questão de exercitar sua cidadania. Afinal, ela sabe que “política está em tudo” e “pode mudar a realidade de muitas pessoas”. “É importante que nós, jovens, estudemos e tenhamos nossas próprias conclusões. De alguma forma, somos o futuro da política”, defende. Aos 16 anos, Natchi Coelho exalta “a importância do primeiro voto, da não banalização da responsabilidade como cidadão e, principalmente, do letramento político”. “Se você não conhece quais são as regras, qual é o sistema e quem te representa no seu próprio país, como decidir em quem você vai depositar sua confiança?”, questiona. Continua após a publicidade “A população que não teve acesso à instrução sobre política é ludibriada todos os dias, seja por acreditar em algo que é literalmente impossível de se realizar ou por uma lacuna de conhecimento, levando a pessoa, em certos casos, a tomar uma decisão sem saber o total significado daquela ação”, acrescenta. Assim como Natchi, Maria Júlia Brasileiro diz que não tem como falar de política sem olhar para a polarização. “Nunca estivemos em um Brasil — e, quiçá, em um mundo — tão polarizado quanto o dos dias atuais”, aponta a jovem, que está estudando nos EUA atualmente. Segundo ela, a intolerância e o extremo fanatismo fazem com que a população brasileira esteja cada vez mais buscando extremos, sem a oportunidade para que terceiras vias, novas bandeiras e lideranças ascendam no cenário político. Continua após a publicidade Para a juventude dessa geração, crescer num Brasil tão polarizado impede que possamos construir um pensamento crítico político próprio, sem a pressão social de se posicionar e se identificar em um desses extremos. Maria Júlia Brasileiro A jovem enxerga uma espécie de “maniqueísmo na política”: “se você está de um lado X, vê um mal absoluto no lado Y, e vice-versa, retirando de nós a capacidade crítica de julgar, questionar, cobrar, concordar e também discordar”. Endy Leme , de 16 anos, acrescenta que é importante que sua geração pare de colocar a esquerda e a direita como se fossem um candidato ou outro e passe a olhá-las como orientações do espectro político. “Precisamos pesquisar mais sobre o tema e se aprofundar para entender os diferentes pensamentos, em vez de só achar que esquerda é só sobre Lula e direita, Bolsonaro”, explica. Continua após a publicidade Não é à toa que, para Júlia Passos , de 18 anos, a primeira coisa que vem à sua cabeça quando fala a palavra “política” é: “debate, briga e discussão por causa de candidatos”. “O que mais me incomoda