O desafio de transformar Quinze Dias no filme que os fãs sonhavam
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Vitor Martins, elenco e diretor revelam os bastidores da adaptação do best-seller para o cinema em entrevista exclusiva
Por Capricho | 18/06/2026
Q uando escreveu Quinze Dias , em 2017, Vitor Martins já imaginava que a história poderia ser adaptada para o cinema. Quase uma década depois, o sonho finalmente se tornou realidade. E, curiosamente, não foi apenas o autor que parecia ter certeza de que aquilo aconteceria. Para Miguel Lallo , intérprete de Felipe, a convicção surgiu ainda nos primeiros testes para o papel. Se você não acredita em lei da atração, talvez comece agora. Em cartaz nos cinemas brasileiros, o filme dirigida por Daniel Lieff transforma um dos livros mais queridos da literatura young adult nacional em uma comédia romântica que promete emocionar tanto quem cresceu acompanhando a trajetória de Felipe quanto quem ainda não conhece a história. Na trama, acompanhamos Felipe, um adolescente gordo, tímido e apaixonado por cultura pop, que vê suas férias virarem de cabeça para baixo quando Caio (no filme interpretado por Diego Lira ), sua paixão de infância, passa quinze dias hospedado em sua casa. Entre descobertas, inseguranças e novos sentimentos, a história fala sobre amor, autoestima e pertencimento de uma forma que conquistou milhares de leitores ao longo dos anos. Em entrevista exclusiva à CAPRICHO , Vitor Martins, Daniel Lieff, Miguel Lallo, Diego Lira e Débora Falabella falaram sobre a responsabilidade de adaptar uma obra tão querida pelos leitores, a conexão construída durante as filmagens e os desafios de colocar no mundo histórias que esbarram em suas vivências pessoais. O Miguel sempre fala nas entrevistas sobre o desafio de estar sem camisa em 4K numa tela de cinema. E é meio assim que eu me sinto. Metaforicamente, eu estou sem camisa em 4K numa tela de cinema. Vitor Martins sobre Quinze Dias Continua após a publicidade A pressão de dar vida à um livro queridinho Adaptar um best-seller nunca é simples. Afinal, cada leitor cria sua própria versão dos personagens na cabeça. E o elenco admitiu que esse foi um dos maiores medos. “Cada pessoa tem um Felipe na sua cabeça. E foi algo que a terapia me ajudou a entender: eu tinha esse medo, mas não podia querer satisfazer todas as pessoas que tinham um Felipe diferente imaginado”, compartilhou Miguel. “Existia um receio quando fosse sair a primeira foto, sabe? Imagina se ninguém gosta? Aí acabou”, contou Diego. O receio não era à toa. Assim que as primeiras imagens do filme chegaram à internet, surgiram comparações com outras produções LGBTQIA+, debates sobre representatividade e até comentários questionando escolhas do elenco. Em meio ao barulho das redes sociais, Miguel e Diego precisaram lidar com expectativas que iam muito além do filme. Mas, enquanto as discussões tomavam conta da internet, os fãs do livro receberam com muito carinho. “Eu recebi tantas mensagens bonitas e carinhosas. Muitos diziam que era exatamente como imaginavam o Felipe. Recebi até desenhos feitos antes do filme, e alguns eram realmente parecidos comigo. Eu ficava chocado. Isso me tranquilizou”, disse Miguel. Para Débor