“A maquiagem representa a potência máxima do meu orgulho de ser LGBT+”
Categoria: Relacionamentos
Artistas e criadores contam à CAPRICHO como a maquiagem se tornou ferramenta de liberdade, autodescoberta e expressão de suas identidades
Por Capricho | 19/06/2026
P ara muitas pessoas LGBT+ , a maquiagem vai além de uma etapa da rotina de beleza. Ela pode ser arte, uma forma de expressão, um território de liberdade e até um caminho para a autodescoberta. Em um mundo que ainda tenta impor tantas regras, se maquiar também significa um ato de afirmação da própria identidade. Para entender como a maquiagem se transforma em orgulho, confiança e pertencimento, a CAPRICHO conversou com vozes LGBT+ que construíram relações particulares com esse universo. Entre histórias de libertação, criatividade e coragem para ocupar espaços, elas mostram que a maquiagem tem a ver com sua própria maneira de existir no mundo . Melina Blley: “A maquiagem me fez florescer” Para a drag queen Melina Blle y, participante da segunda temporada de Drag Race Brasil , a maquiagem sempre esteve associada à transformação. Por ter crescido em uma realidade humilde, a maquiagem aparecia em contextos de festas e celebrações: “A maquiagem me transportava para um lugar onde tudo era bonito”, lembra. Ao longo dos anos, relata que, por ser homem, sofria preconceito ao usar maquiagem e, por muito tempo, sentia que precisava esconder essa paixão. Foi a arte drag que mudou isso. “A drag me trouxe a maquiagem não como um refúgio, mas como uma possibilidade”, conta. Mais do que elevar sua autoestima, ela acredita que a maquiagem revelou quem ela sempre foi. “ A maquiagem não me empoderou no sentido de melhorar a autoconfiança. Ela trouxe quem eu sou para fora. Não foi uma coisa de liberar, foi de florescer “. Continua após a publicidade Pe Calderaro: “É uma forma de expressão” A beauty artist Pe Calderaro, colaboradora em editoriais da revista CAPRICHO, enxerga na maquiagem um modo de expressão da sua própria identidade. “ É uma das formas que eu uso para romper normas de gênero e comunicar ao mundo meu estilo, referências e minha relação com a arte enquanto uma pessoa queer .” Sua paixão pelo universo da beleza nasceu por meio do contato com a arte drag. “Eu ficava encantada (e ainda fico) em ver como a maquiagem tem esse poder de fazer você se sentir mais confiante e mais presente, revelando uma versão mais poderosa de si.” Essa descoberta virou profissão e ela se encontrou na brincadeira entre cores, texturas e acabamentos. “Sem dúvidas, me sinto mais confiante quando estou maquiada.” View this post on Instagram Continua após a publicidade Gabi Ádie: “Potência máxima do meu orgulho” Para a modelo e maquiadora Gabi Ádie, a maquiagem nunca foi apenas um recurso estético. Ela a define como arte e como a expressão máxima de sua identidade. “ É onde eu consigo colocar meus desejos, sentimentos, vontades e angústias. É a minha arte. A maquiagem é a potência máxima do meu orgulho “, declara. Gabi também acredita que foi através da maquiagem que conseguiu compreender sua própria identidade enquanto mulher trans. “ Se não fosse