Artistas brasileiros pedem atenção de Hollywood às eleições presidenciais
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Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho, Sônia Braga e outros membros da Academia divulgam carta aberta pedindo "atenção internacional rigorosa"
Por Capricho | 10/10/2026
W agner Moura , Kleber Mendonça Filho , Sônia Braga , Laís Bodanzky , Rodrigo Teixeira e diversos outros membros brasileiros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela entrega do Oscar, assinaram uma carta pedindo atenção internacional para o segundo turno das eleições brasileiras, que acontece no dia 25 de outubro. A carta aberta foi divulgada pela Variety na tarde deste sábado (10) e ressalta alguns acontecimentos desde o primeiro turno, no último domingo (04), como a suposta intervenção dos Estados Unidos na votação, divulgada pelo The Guardian , as falas de Flávio Bolsonaro referentes à “reescrever a Constituição brasileira de 1988”. No texto, os brasileiros se dirigem aos colegas da indústria cinematográfica e à imprensa internacional, pedindo “atenção internacional rigorosa” para o segundo turno, destacando que o primeiro deixou claro como o país está dividido. Continua após a publicidade “Estamos testemunhando sinais preocupantes de desrespeito às normas democráticas, incluindo alegações de possível interferência estrangeira no Brasil que exigem investigação transparente e escrutínio internacional”, citando o que foi reportado pelo jornal britânico de que o EUA alocou cerca de US$ 1 milhão de um fundo de direitos humanos do Departamento de Estado para um programa chamado “Combate à Lawfare e à Censura no Brasil”. Os artistas também apontaram suas preocupações sobre “possíveis distorções no alcance do conteúdo político nas plataformas Meta” e pediram uma investigação, citando a queda de alcance e de visibilidade nos resultados de busca de conteúdos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Continua após a publicidade A carta também lista algumas coisas que aconteceram durante o governo do ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro, como “a tentativa de golpe atribuída ao pai do candidato”, ao retorno do país ao Mapa da Fome das Nações Unidas e a denúncia contra ele apresentada ao Tribnal Penal Internacional, em Haia, “pelas 600 mil mortes por COVID-19 registradas no Brasil durante a pandemia, decorrentes de ações e omissões de sua gestão. A denúncia sustenta que mais da metade dessas mortes poderia ter sido evitada”. “Agora, seu filho promete cortes nos gastos com seguridade social, inspirados nas políticas de austeridade do governo de Javier Milei, na Argentina. A omissão ou a minimização desses fatos contribui para a desinformação pública e enfraquece a defesa da democracia”, declara. Continua após a publicidade Os artistas ainda lembram que, na gestão anterior, “a indústria audiovisual brasileira sofreu com o fechamento do Ministério da Cultura, a suspensão do Fundo Setorial do Audiovisual, o enfraquecimento de instituições culturais e denúncias de censura” e que temem pelo retorno desse cenário. “Proteger a liberdade de expressão e garantir a sustentabilidade a longo prazo da indústria audiovisual bra