Por que os jovens não querem ser professores — e por que isso preocupa?
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Pesquisa recente destaca o desafio em atrair jovens para as salas de aula para substituir aqueles que deverão deixar a carreira nos próximos anos.
Por Capricho | 15/10/2026
N este 15 de outubro, Dia dos Professores , celebramos uma profissão que tem papel fundamental na juventude: não apenas na transmissão de conteúdos escolares, mas também no desenvolvimento de pensamento crítico da nossa galera. Mas, nesta data, também precisamos olhar o cenário complexo da carreira docente no Brasil e o espaço dos jovens nele. A pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, publicada recentemente, apontou a dificuldade de entrada de novas gerações para atuar nas salas de aula. Prova disso é que o número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. A presidente do Semesp, Lúcia Teixeira, explica, diante desses dados, que o risco de apagão não depende mais apenas da quantidade de professores existentes hoje. “O principal desafio está na capacidade de formar, atrair e incorporar novos profissionais em ritmo suficiente para substituir aqueles que deverão deixar a carreira nos próximos anos.” Continua após a publicidade O Instituto criou a Taxa de Renovação Docente. Trata-se de um indicador para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias. Funciona assim: quanto menor o índice, maior a dificuldade de substituir os profissionais. Para 2040, a projeção é que a Taxa de Renovação Docente poderá cair para 0,17, em média. Isso significa que até lá poderá haver apenas um professor com até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais. Continua após a publicidade É aí que a conta não fecha e preocupa. Ter profissionais mais experientes é positivo, mas a saída deles precisa ser acompanhada pela chegada de novas gerações – o problema é que elas estão cada vez mais distantes dessa profissão. Mas por que, CH? Não é que nossa galera não reconheça a importância da docência ou não se interesse pela licenciatura, o que diminui o interesse da nossa galera são as condições do cotidiano e da carreira de professor. O levantamento da Semesp aponta que remuneração, sobrecarga de trabalho, falta de valorização profissional e ausência de políticas estruturais de incentivo à carreira são os principais fatores para o afastamento. + Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui. Continua após a publicidade Newsletter CH Inscreva-se e receba no seu e-mail o melhor do que rolou na semana na CH. Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá este conteúdo por email em breve. O que é violência processual de gênero? Mari Ferrer explica o debate Publicidade