Carrie, a Estranha mostra livros banidos em escolas dos EUA; veja quais
Categoria: Relacionamentos
De John Green a Margaret Atwood, as leituras escolhidas pela protagonista conectam a trama ao debate sobre censura
Por Capricho | 16/10/2026
A visita de Carrie White à biblioteca da escola guarda uma referência que vai além da ficção. No segundo episódio de Carrie, a Estranha , do Prime Video, a adolescente escolhe cinco livros com histórico de banimento ou contestação em escolas dos Estados Unidos. Na releitura criada por Mike Flanagan , a descoberta da biblioteca amplia o contato da protagonista com histórias e experiências que sua mãe, Margaret White, tenta manter longe dela. O orientador Morton a leva até o espaço, onde Carrie encontra liberdade para escolher o que deseja ler. A pilha reúne uma distopia, romances de formação, uma autobiografia e uma história ambientada em um hospital psiquiátrico. Na vida real, as restrições a essas obras ocorreram em instituições e redes de ensino específicas, em diferentes momentos. Conheça os títulos que aparecem na cena: Continua após a publicidade O Conto da Aia, de Margaret Atwood Em Gilead, um regime teocrático retira direitos das mulheres e controla seus corpos e suas possibilidades de escolha. A história acompanha Offred, obrigada a viver como uma aia em uma sociedade organizada pela repressão. O livro aborda o uso da religião para controlar mulheres, tema também presente na relação entre Carrie e Margaret. Segundo a American Library Association (ALA), a obra já foi banida e contestada sob alegações de linguagem vulgar e referências sexuais. Quem é você, Alasca?, de John Green O primeiro romance de John Green acompanha Miles Halter, que deixa sua cidade para estudar em um internato no Alabama. Lá, ele conhece Alasca Young e passa a viver novas experiências de amizade e descoberta. A ALA registra tentativas de retirar o livro por linguagem considerada ofensiva e conteúdo apontado como sexualmente explícito. A obra também aparece nos levantamentos de livros banidos em escolas realizados pela PEN America , organização que defende a liberdade de expressão. Continua após a publicidade A noite passada no Telegraph Club, de Malinda Lo Ambientado em 1954, o romance acompanha Lily Hu, uma adolescente americana de origem chinesa que se apaixona por Kathleen Miller. O relacionamento se desenvolve em meio ao racismo, à homofobia e à perseguição política daquele período. A história leva as personagens a um bar lésbico chamado Telegraph Club. Em seu site, Malinda Lo documenta banimentos, restrições e contestações à obra, incluindo pedidos que atacam seu conteúdo sexual e a representação de relações entre garotas. Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, de Maya Angelou Nessa autobiografia, Maya Angelou revisita sua infância e adolescência no sul dos Estados Unidos. Racismo, violência sexual e a relação com a literatura atravessam o relato de como a escritora passou a construir sua própria voz. O livro tem um histórico de banimentos e contestações que citam suas representações de abuso, sexualidade, racismo e o uso de linguagem considerada explícita. Continua após a publicidade Um estranho no ninho, de Ken Kesey A história se passa em um hospita