O que é fobia social? Entenda questão exposta por Felca nas redes sociais
Categoria: Relacionamentos
CAPRICHO conversou com especialistas para entender o que é essa condição e como ela pode afetar a nossa galera.
Por Capricho | 20/10/2026
V ocê já ouviu falar em transtorno de ansiedade social (TAS)? O termo tem ganhado espaço nas redes e diz respeito ao medo intenso e persistente de ser julgado — é o que chamamos popularmente de “fobia social”, sabe? Talvez, o novo vídeo publicado pelo influenciador Felca ajude a explicar a repercussão do assunto. No relato, o youtuber abriu o coração sobre o seu diagnóstico, que veio atrelado às experiências de bullying e violência que viveu na escola — e a experiência dele mostra que essa realidade pode estar muito mais perto da nossa galera do que imaginamos. Mas, afinal, o que é a fobia social para a psicologia? Segundo Renata Ramos, especialista em Neurociência e Psicologia Aplicada, a fobia social é uma condição caracterizada pelo medo excessivo de ser julgado, humilhado ou rejeitado, que pode vir acompanhada de uma série de sintomas físicos ou emocionais. “Em casos de fobia social, situações de rejeição, críticas, humilhações e até agressões podem ser vividas com grande intensidade, especialmente quando a pessoa não desenvolveu recursos suficientes de regulação emocional”, explica Ramos. Na prática, isso significa que situações consideradas comuns no dia a dia, como participar de uma conversa em grupo ou até conhecer pessoas novas, podem provocar um nível de ansiedade muito intenso, gerando sofrimento. O receio de passar vergonha ou de fazer algo que desperte críticas acaba tomando conta dos pensamentos e, em alguns casos, faz com que a pessoa prefira evitar essas situações. Continua após a publicidade Aqui é necessário fazer uma distinção importante: é comum que todos se sintam envergonhados ou ansiosos de vez em quando, mas isso não significa, necessariamente, que a pessoa lide com a fobia social. Segundo a psicóloga, essa condição está, inclusive, longe de ser apenas timidez. “Para a fobia social ser diagnosticada, o medo precisa ser persistente por vários meses, provocar sofrimento significativo ou prejudicar a vida da pessoa.” E a visão de Renata também é compartilhada por outros especialistas. Karen Scavacini, diretora do Instituto Vita Alere, especializado em Saúde Mental, defende que casos de fobia social são acompanhados de sintomas e comportamentos muito persistentes. “Sentir vergonha é uma experiência humana. Você pode ficar constrangido ao falar em público ou ao conhecer alguém e isso não significa que exista um problema.” Continua após a publicidade Quando pensamos no caso de Felca, por exemplo, o influenciador relata ter vivido experiências de bullying e violência durante o período escolar – e elas foram determinantes para seu diagnóstico atual. Ele revelou, inclusive, ter sido agredido na infância e disse que a partir daí apareceram sintomas: ele ficou meses sem sair de casa, teve episódios de taquicardia e revelou depender do consumo de álcool para participar de atividades sociais. Aqui, vale lembrar: a experiência de Felca não comprova que toda pessoa que já sofreu bullying desenvolverá fobia social.