‘Ciclone monstro’ vai chegar ao Brasil? Explicamos o que é o fenômeno climático
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O chamado "Supertufão Champi" avança pelo Pacífico, chama atenção pela força dos ventos e tem tudo a ver com as mudanças climáticas.
Por Capricho | 23/10/2026
Continua após a publicidade O nome parece ter saído de um filme de terror, mas o fenômeno é real: o supertufão Champi , apelidado de “ciclone monstro”, ganhou destaque nesta semana pela intensidade de seus ventos. Segundo medição da agência The Weather Network, o sistema alcançou ventos sustentados de aproximadamente 296 km/h , atingindo intensidade equivalente à categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson – que mede intensidade desse tipo de fenômeno climático. Ele tem causado efeitos principalmente na região de Taiwan, Hong Kong, Estados Unidos e México. Com tanta notícia sobre tempestades ao redor do mundo, uma pergunta viralizou nas redes sociais: ele vai chegar aqui? Bem, até o momento, não. Continua após a publicidade O Brasil não está na rota prevista do Champi. O fenômeno está no Pacífico Ocidental, com possíveis impactos na Ásia. Os sistemas que podem provocar chuva no território brasileiro são outros — e essa diferença é essencial para entender os alertas, viu? O que é o chamado “ciclone monstro”? “Ciclone monstro” é um apelido usado na cobertura jornalística do Champi, e não uma categoria meteorológica, ok? O fenômeno é um ciclone tropical, ou seja, uma tempestade organizada em torno de uma área de baixa pressão, que retira energia do calor e da umidade do oceano. Parece complexo de entender, né? Mas a CAPRICHO te explica: Continua após a publicidade Talvez você já tenha ouvido os nomes furacão e tufão e imaginado que fossem fenômenos completamente diferentes. Na verdade, são nomes regionais para o mesmo tipo de sistema. No Atlântico Norte, por exemplo, o nome usado por especialistas e membros da imprensa internacional é “furacão”. No noroeste do Pacífico, onde está o Champi, o nome é “tufão”. Existe uma saída para evitar mais efeitos das mudanças climáticas? Para essas tempestades se desenvolverem, não basta apenas faça muito calor: é preciso uma combinação de oceano quente, umidade e condições favoráveis dos ventos. No caso do Champi, especialistas apontam que águas próximas de 30°C ajudaram a fornecer energia para sua intensificação. E isso tem uma relação direta com o superaquecimento do planeta. Continua após a publicidade Qual é a relação com as mudanças climáticas? Pense no oceano quente como uma fonte de energia para a tempestade. O aquecimento dos mares causado pelas mudanças climáticas pode favorecer ciclones tropicais mais intensos, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a NOAA. Uma atmosfera mais quente também pode conter mais vapor d’água, aumentando o potencial de chuva desses sistemas. Há outro agravante: a elevação do nível do mar aumenta o risco de inundação costeira durante a passagem de tempestades. Assim, os impactos podem envolver tanto os ventos quanto a água que avança sobre áreas ocupadas. Continua após a publicidade Isso exige um cuidado na explicação: não é possível concluir que o aquecimento global “criou” o Champi apenas porque ele é muito forte. Atribuir a intensid