Daisy Edgar-Jones, Paul Mescal e outros artistas protestam contra retirada de livros de Sally Rooney
Categoria: Relacionamentos
150 artistas assinaram carta aberta em defesa da escritora, após editora suspender a distribuição de seus livros no Reino Unido por seu apoio à Palestina
Por Capricho | 25/10/2026
M ais de 150 pessoas, entre músicos, escritores e atores que interpretaram personagens criados por Sally Rooney , como Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal , assinaram uma carta aberta publicada na revista britânica New Statesman . No documento, os artistas manifestam apoio à escritora e repudiam a suspensão da distribuição de seus livros no Reino Unido. A decisão está relacionada ao apoio público de Rooney ao Palestine Action , grupo de ação direta que realiza protestos contra empresas ligadas ao fornecimento de armas a Israel. Em julho de 2025, autoridades britânicas classificaram a organização como terrorista, tornando crime determinadas formas de apoio e financiamento ao grupo. Alguns desses delitos podem resultar em penas de até 14 anos de prisão. Rooney declarou a intenção de destinar os ganhos obtidos com suas obras ao Palestine Action. Diante dos riscos jurídicos relacionados à legislação antiterrorismo, a editora Faber & Faber decidiu, com o consentimento da escritora, suspender a distribuição de seus livros no país. A medida abrange tanto as edições físicas quanto as digitais. As livrarias, porém, podem continuar vendendo os exemplares físicos que já possuem em estoque. Continua após a publicidade Em entrevista ao The Guardian , Rooney declarou estar “preparada para aceitar as consequências” e afirmou ter feito o possível para ser transparente com o público sobre suas “crenças e intenções”. Além de Edgar-Jones e Mescal, que interpretaram Marianne e Connell na adaptação de Pessoas Normais para a televisão, a carta reúne nomes como Tilda Swinton , a banda Kneecap , Jessie Buckley , Naomi Klein , Zadie Smith , Jonathan Glazer e Kate Nash , entre outros. Continua após a publicidade No documento, os signatários afirmam que “ Sally Rooney é uma escritora, não uma terrorista . Seus livros devem estar disponíveis ao público”. Eles também criticam a legislação que levou à suspensão da distribuição das obras e dizem que o Reino Unido teria chegado a um “ponto de absurda repressão”. “Rejeitamos categoricamente a censura, seja direta ou indireta, e incitamos o governo a mudar de rumo”, acrescentam. A carta também classifica a restrição à disponibilidade dos livros da escritora nas livrarias britânicas como uma “afronta aos princípios básicos da liberdade de expressão, há muito tidos como certos neste país”. Os signatários ainda criticam a legislação utilizada no caso, que definem como “antiterrorista mal concebida e draconiana”. Continua após a publicidade +Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui . Newsletter CH Inscreva-se e receba no seu e-mail o melhor do que rolou na semana na CH. Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá este conteúdo por email em breve. Publicidade