Contratos do NewJeans revelam como o controle abusivo ainda é comum no K-pop
Categoria: Relacionamentos
Investigação aponta que o grupo assinou acordos que restringiam direitos básicos, permitiam o uso de suas vozes por IA; Min Hee Jin se pronunciou.
Por Capricho | 07/11/2026
U ma investigação publicada pelo jornal estadunidense The New York Times nesta semana, revelou detalhes de contratos confidenciais assinados pelas integrantes do NewJeans com a ADOR, gravadora subsidiária da HYBE. Os documentos, apresentados quando as artistas ainda eram adolescentes, expõem cláusulas que vão muito além de compromissos profissionais e levantam questionamentos sobre a proteção dos direitos de jovens artistas na indústria do k-pop . A reportagem teve acesso aos acordos firmados por Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein , que tinham entre 14 e 17 anos quando assinaram os contratos. Segundo a investigação, os documentos deixavam de lado garantias previstas no modelo recomendado pelo governo da Coreia do Sul, incluindo direitos básicos relacionados à saúde física e mental, ao descanso e à educação. As revelações reacenderam o debate sobre as condições de trabalho impostas a artistas de K-pop e sobre o poder das grandes empresas de entretenimento na gestão da carreira e da vida pessoal de seus contratados. View this post on Instagram Continua após a publicidade O que os contratos do NewJeans escondiam? Um dos pontos mais preocupantes da investigação é a ausência de medidas específicas para proteger as integrantes enquanto menores de idade. A rotina de preparação para a estreia do NewJeans chamou a atenção. Antes do debut, em 2022, as integrantes passaram por treinamentos intensivos de canto, dança e idiomas. De acordo com relatos ouvidos pelo New York Times , o s ensaios podiam se estender até as 2h da manhã. Hyein, a integrante mais nova, tinha apenas 12 anos durante parte desse período. Os contratos ainda traziam regras bastante abrangentes sobre o comportamento das artistas. Entre as condutas que poderiam ser consideradas violações estavam uma suposta “atitude insincera”, a “negligência com a autogestão” e o envolvimento em “relacionamentos amorosos inadequados”. Também havia restrições à divulgação de informações que pudessem prejudicar a reputação da empresa. Outro detalhe que gerou indignação foi a previsão de r eembolso de despesas com procedimentos estéticos realizados durante o período de treinamento . Continua após a publicidade Uso de imagem e voz por inteligência artificial Segundo a reportagem, os acordos também concediam à ADOR direitos de utilização e licenciamento dos nomes, fotografias, imagens, caligrafias e vozes das integrantes por tempo indeterminado. Isso incluiria a possibilidade de utilizar suas identidades em produtos digitais, como chatbots e clones de voz desenvolvidos com inteligência artificial (IA), mesmo depois do encerramento dos contratos, previsto para 2029. Na prática, a preocupação está na possibilidade de a gravadora continuar explorando comercialmente elementos da identidade das artistas sem que elas tenham o mesmo controle sobre essas decisões após o término do vínculo profissional. Os contratos também permitiriam que a empresa continuasse comercializando e rel