Fãs cobram cinemas por poucas sessões de ‘Quinze Dias’ pelo Brasil
Categoria: Relacionamentos
Adaptação do livro de Vitor Martins reacendeu a discussão sobre acesso a filmes brasileiros LGBTQIA+ nas salas de cinema.
Por Capricho | 02/07/2026
Q uinze Dias chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira (18) levando para as telonas a adaptação do livro de Vitor Martins que conquistou tantos leitores nos últimos anos. Mas, poucos dias depois da estreia, o filme também virou assunto por outro motivo: a dificuldade relatada por fãs para encontrar sessões em horários acessíveis, ou até mesmo em algumas cidades. Segundo levantamento publicado pelo O Globo , a produção estreou na 8ª posição das bilheterias do Brasil, com R$ 209,26 mil arrecadados. O número colocou o longa entre as dez maiores bilheterias da semana, mas não impediu que parte do público reclamasse nas redes sociais da baixa oferta de sessões. @biatraunmuller Como assim ? ♬ som original – BiaTraunmuller No X, antigo Twitter, espectadores apontaram casos de cinemas com apenas uma sessão por dia, horários no meio da tarde durante a semana e ausência de exibições aos sábados e domingos. Também houve relatos de fãs de diferentes regiões dizendo que não conseguiram encontrar horários compatíveis para assistir ao filme. Continua após a publicidade é revoltante o que estão fazendo com Quinze Dias. no Cinemark do Shopping Internacional de Guarulhos, o filme ficou com uma sessão por dia em horário de almoço e simplesmente não terá sessões no sábado nem no domingo. https://t.co/COzXiSgmv9 pic.twitter.com/N7wc5iCECw — 𑣲 belami ⊹ ࣪ ˖ (@jaomirandas2) June 23, 2026 A discussão ganhou ainda mais força após uma publicação do deputado estadual Guilherme Cortez (PSOL-SP), que relacionou as reclamações ao debate sobre a cota de tela para o cinema brasileiro. No texto, ele afirmou que muitos cinemas colocariam produções nacionais em horários pouco atrativos apenas para cumprir a lei, sem necessariamente facilitar o acesso do público. “Chega de fraude! A cultura é um direito”, escreveu Cortez. O parlamentar também citou o PL nº 216/2025, de sua autoria, que tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo e propõe parâmetros para o cumprimento da obrigatoriedade de exibição de obras cinematográficas brasileiras no estado. Entre os pontos defendidos por ele estão a diversidade de títulos, horários mais acessíveis e maior divulgação dos filmes nacionais. Continua após a publicidade As reclamações nas redes não comprovam, por si só, uma ação coordenada contra o filme, mas mostram como a distribuição de produções nacionais, especialmente obras voltadas ao público LGBTQIA+, segue sendo uma preocupação para parte dos espectadores. No caso de Quinze Dias , o debate fica ainda mais forte porque o longa chega aos cinemas com uma base de fãs formada ao longo de anos desde o lançamento do livro. Quinze Dias estreou nos cinemas na última semana. Mas muita gente ainda não conseguiu assistir. Seja porque o seu cinema não está exibindo o filme, seja porque está exibindo o filme em horários feitos para que ninguém assista. 14h, 15h da tarde em dia de semana. Isso porque… pic.twitter.com/KjzHtQerMh — Guilherme Cortez (@cortezpsol) June