Vai votar pela 1ª vez? Veja 7 dicas para fazer uma escolha consciente
Categoria: Relacionamentos
Especialista explica por que conhecer o papel de cada cargo, pesquisar o histórico dos candidatos e olhar além das redes pode fazer a diferença.
Por Capricho | 03/07/2026
A s eleições de 2026 serão as primeiras para milhares de adolescentes brasileiros. Para quem tem 16 ou 17 anos, o voto é facultativo, mas pode representar o início de uma participação mais ativa na vida política do país, viu? Ainda assim, muita gente chega a esse momento sem entender exatamente o que faz um deputado , um senador ou um governador e como essas escolhas influenciam questões que fazem parte da nossa, como educação, saúde mental, direitos e oportunidades no mercado de trabalho. Cerca de 5,8 milhões de adolescentes de 16 e 17 anos têm idade para participar das eleições de 2026. Nessa faixa etária, o voto é facultativo, mas quem emitiu o título de eleitor dentro do prazo poderá participar da escolha de presidente, governadores, senadores e deputados. Até o momento, o TSE ainda não divulgou quantos eleitores estarão aptos a votar neste ano, ou seja, que realizaram o alistamento eleitoral pela primeira vez. Foi pensando nesse público que a Gestão Kairós, uma organização focada em sustentabilidade e diversidade, lançou a nova edição da cartilha Voto Inclusivo , um material gratuito que explica, em linguagem super simples, como funciona o sistema político brasileiro e propõe reflexões sobre representatividade e cidadania. Para a CAPRICHO , Liliane Rocha, fundadora e CEO da organização, e mestre em Políticas Públicas pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), compartilhou orientações para quem está prestes a votar pela primeira vez. E a gente te conta tudo abaixo no CH na Eleição : Continua após a publicidade 1. Comece pelos problemas que realmente importam para você Antes mesmo de pesquisar candidatos, Liliane sugere fazer um exercício simples: entender quais temas mais afetam sua vida e sua comunidade. “Educação? Emprego? Segurança? Meio ambiente? Saúde mental? Transporte? A partir disso, é importante procurar quem apresenta propostas concretas para essas questões”, explica. Segundo ela, escolher um candidato sem refletir sobre as próprias prioridades pode fazer com que a decisão seja guiada apenas pela popularidade nas redes sociais. 2. Representatividade importa, mas não basta Nos últimos anos, temas como raça, gênero, diversidade e direitos humanos ganharam espaço entre os jovens, e isso também aparece nas conversas sobre política. Para Liliane, é importante que os espaços de decisão reflitam a pluralidade da sociedade brasileira. Ao mesmo tempo, ela ressalta que votar apenas porque um candidato tem características parecidas com as suas não garante, por si só, uma boa escolha. “O fundamental é assegurar que as propostas digam respeito a todos, afinal, não há país que vá bem quando uma parcela significativa da população vai mal.” A cartilha destaca que diversidade e inclusão ajudam a ampliar diferentes perspectivas dentro dos espaços de decisão e incentivam uma representação mais próxima da realidade brasileira. 3. Desconfie de promessas bonitas e pesquise o histórico Na opinião da especialista, uma boa forma de diferenciar identificação genuín