Não precisamos de cura, mas de ‘The Cure’, da Olivia Rodrigo
Categoria: Relacionamentos
Ainda existe o pensamento de que quando a mulher encontra alguém para amá-la, ela prova que não tem nada de errado com ela. Será?
Por Capricho | 04/07/2026
É comum nós, garotas, escutarmos de mulheres mais velhas que os homens não gostam de certos comportamentos das mais novas. E, na busca por sermos mais evoluídas, pensamos que isso é besteira e tentamos não ligar para o que ouvimos. Quando fazemos algo que elas condenariam, tentamos bloquear suas vozes. Mas esse bloqueio só vai até certo ponto. Ao mesmo tempo que tentamos não ligar, isso cria uma sementinha na cabeça que — consciente ou inconscientemente — faz com que queiramos provar que esses pensamentos de pessoas mais velhas estão errados. E que jeito melhor de fazer isso do que entrar em um relacionamento com uma pessoa que a ame e faça desaparecer todas as suas inseguranças e receios? Essa é a reflexão que aparece em uma música de 2026, composta por Olivia Rodrigo , uma garota da Geração Z que fala sobre amor. “The Cure” explora a ideia de tentar ser curada por um relacionamento e perceber que, apesar de todas as tentativas, não é assim que suas questões vão desaparecer. O álbum you seem pretty sad for a girl so in love explora bem esse tema e pode representar uma virada de chave no pensamento de garotas e mulheres de várias idades, porque não ter encontrado o amor da sua vida não significa que você precise ser consertada. Um relacionamento não tem o poder de curar. Na verdade, ele pode piorar sua saúde mental e criar problemas e barreiras que não existiam antes, caso você não esteja bem. Uma pessoa deve se amar antes de procurar ser amada; caso contrário, um relacionamento ruim ou um amor mal direcionado podem levar embora a pouca (ou muita) autoestima que ela tinha. Continua após a publicidade Como mulheres, podemos e devemos querer mais do que apenas um relacionamento. É muito mais valioso construir uma vida em torno de si mesma e criar sua própria comunidade do que tentar crescer e evoluir em torno de um relacionamento amoroso. O universo feminino, que nunca foi apenas sobre “como conquistar um marido”, começa a se voltar cada vez mais para a conquista de uma vida própria, com suas próprias memórias, viagens, amigos e personalidade, sem ter que implorar pelo mínimo ou nutrir a esperança de que, um dia, vai acordar e todos os seus “problemas” serão resolvidos porque está com alguém que a ama. No fim, Olivia Rodrigo mostrou que sabe o que sua geração sente e não se importa em dizer o que precisa ser dito, mesmo que isso doa em quem ainda está procurando “a cura”. Continua após a publicidade + Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui . Newsletter CH Inscreva-se e receba no seu e-mail o melhor do que rolou na semana na CH. Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá este conteúdo por email em breve. Festas em casa voltam ao radar da Geração Z Publicidade