Obsessed Fest: como histórias YA criam comunidades muito além das telas
Categoria: Relacionamentos
Mais do que adaptar livros de sucesso, o desafio do Prime Video tem sido desenvolver universos onde fãs encontrem identificação, conexão e pertencimento
Por Capricho | 04/07/2026
O s fãs se sentem vistos e ouvidos. Eles sentem que a adaptação foi feita para eles. E é porque ela foi”, disse Kelly Day , VP na divisão internacional do Prime Video , sobre a importância da participação do espectador no desenvolvimento de fenômenos recentes que dominaram o topo de rankings de produções mais vistas do streaming. A declaração da executiva aconteceu antes da estreia do Obsessed Fest , chegou para aprofundar a experiência do público e celebrar a cultura de fã. Reunindo talentos de produções como Overcompensating , Elle e A Hipótese do Amor , o festival teve performances musicais, ativações imersivas e painéis com conversas sobre adaptações literárias e títulos originais que causam reações variadas em cada um que marcou presença no evento inaugural focado em títulos YA. E o interessante foi perceber que o fator em comum na multidão era justamente no brilho que só era possível encontrar no olhar de outro fã. No decorrer de um dia ensolarado em Los Angeles, na Califórnia, centenas de pessoas circularam por um espaço acolhedor onde ninguém se sentia julgado por demonstrar paixão por uma história. Pelo contrário, esse amor foi celebrado, seja por meio dos gritos compartilhados ou em uma interação rápida em filas, nas quais vimos conversas que duraram minutos, mas foram suficientes para criar conexões que pareciam existir há muito mais tempo. É nessa sensação de compreensão e pertencimento que as narrativas jovem adulto se cruzam com o mundo fora das telas. Abordando temáticas que passeiam por amadurecimento, sexualidade, romance e amizade, os roteiros desenvolvem personagens e experiências que conversam com vivências reais de quem está passando por diferentes fases da vida, como comentou Louisa Levy , showrunner de Off Campus , durante o painel que encerrou a programação. “Tem algo na experiência de entender quem você quer ser que é muito identificável”, afirmou a criadora da série. A ideia levantada por ela segue a mesma linha de pensamento que Courtney Valenti e Nicole Clemens , executivas de produções internacionais do Prime Video, compartilharam pouco antes do evento em um encontro com a imprensa. Para elas, o público não está preocupado com fatores como idioma ou localização, contanto que o enredo traga algo verdadeiro e autêntico que vai gerar identificação. “Esse público não se importa com barreiras geográficas. Eles só querem ver uma boa história.” Continua após a publicidade Os jovens querem viver essas histórias em comunidade. – Courtney Valenti, executiva do Prime Video Encontrar o caminho certo para produzir esse tipo de narrativa não é simples, mas ter leitores como “parceiros” se tornou fundamental para a plataforma. “Conhecemos muitos dos nossos consumidores primeiro como leitores, antes mesmo de eles se tornarem espectadores. E isso não é apenas uma questão de reunir informações. Nós ouvimos, prestamos atenção e aprendemos junto com esses leitores”, expli