Gravata: acessório que ainda é símbolo de rebeldia feminina é tendência
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Do século 19 até hoje, a gravata simboliza poder e quebra do código de vestimenta do que é considerado feminino. Saiba mais e inspire-se para usar.
Por Capricho | 08/05/2026
S e você é do tipo que fica de olho nas tendências do momento, já deve ter reparado que a gravata voltou com tudo nos looks femininos. Um dos elementos que faz parte das tendências officecore e preppy , ela é destaque nos looks da Tia Milena no pós-BBB e também marca presença em personagens de filmes e séries atuais, como na sequência de O Diabo Veste Prada e na 2ª temporada de A Dona da Bola , série da Netflix estrelada por Kate Hudson. A seguir, a CAPRICHO revisita o histórico do acessório, te conta mais detalhes sobre a tendência e ainda entrega inspirações para você mandar bem na hora de montar o seu look: View this post on Instagram A gravata feminina e uma história de rebeldia Foi no século 19 que tudo começou, com mulheres usando a peça, até então reservada ao guarda-roupa masculino, como símbolo de resistência. Nessa época, elas eram voltadas à prática de atividades físicas, como a equitação, e ainda eram usadas sem calça — o que, inclusive, resultou na na criação do tailleur, o conjunto de blazer e saia. A popularização e a adição da alfaiataria masculina entre as roupas femininas veio nos anos 1930, com Marlene Dietrich, que apostou no estilo andrógino como expressão de estilo e transgressão. Sua influência marcou a tendência e gerou frutos, tanto que, em 1966, foi a vez de Yves Saint Laurent criar o Le Smoking, transformando os elementos dessa estética em alta-costura. View this post on Instagram Continua após a publicidade Com o passar dos anos, apesar da maior liberdade das mulheres e da mudança nos códigos de vestimenta — principalmente com o avanço da moda sem gênero —, a gravata sempre foi associada à rebeldia e poder quando aparece no look de alguma mulher. Um exemplo não tão recente, mas contemporâneo, é a estreia de Avril Lavigne no mundo da música: com o álbum Let Go , lançado em 2002, a cantora de apenas 17 anos soltava a voz e combatia as barreiras para consolidar o seu espaço no rock, gênero que ainda hoje é dominado por homens. View this post on Instagram Na sua estética skate e punk rocker, que marcou toda uma geração de garotas, a gravata era um verdadeiro símbolo, como uma mensagem não-verbal de alguém que queria deixar claro que vinha para ficar, quebrando estereótipos e sem corresponder ao que era esperado dela (na época, a feminilidade e a sensualidade que imperavam entre as estrelas pop dos anos 2000). Muitos anos depois, a mensagem continua a mesma. Em A Dona da Bola , por exemplo, com Isla Gordon (Kate Hudson) e Ali Lee (Brenda Song) impondo a presença e a voz na cena do basquete, também marcada por homens, a gravata rouba a cena em vários looks. E alguém tem dúvidas de que não é por acaso? View this post on Instagram Continua após a publicidade A gravata nos looks de hoje View this post on Instagram Referência no mundo da moda desde que foi lançado em 2006, O Diabo Veste Prada 2 confirmou o destaque das gravatas entre as tendências atuais. Antes, o acessório também já tinha aparecido nas Semanas de Moda, concentr