Guia para construir um feed anti-misoginia e se proteger dos ‘red pills’
Categoria: Relacionamentos
Temos dicas para fugir e não alimentar conteúdos que normalizam desrespeito, controle e ódio contra as mulheres nas redes sociais
Por Capricho | 30/04/2026
I nfelizmente, o ambiente digital é bem fértil para expansão de movimentos misóginos . E, mesmo que você não concorde com as ideias desses grupos, os discursos machistas, violentos, regados de masculinidade tóxica que eles propagam podem chegar até você. Por isso, é importante ficar atento para se proteger deles. Primeiro, é preciso entender o que são esses movimentos misóginos. Já explicamos aqui na CAPRICHO que os red pills defendem a errônea ideia de que o feminismo é o contrário do machismo, ou seja, prega a superioridade das mulheres. Esse movimento, que acredita que o sistema favorece as mulheres, bebe da fonte Matrix , sucesso do gênero sci-fi de 1999. No filme, o personagem Neo (Keanu Reeves) precisa escolher entre uma pílula azul e outra vermelha. No longa, a pílula azul significa continuar vivendo na ilusão e na ignorância enquanto a vermelha liberta a pessoa do mundo imaginário, dando-lhe uma dose de consciência. Na visão dos “redpillados”, as mulheres são infiéis, sem caráter e interesseiras e, consequentemente, devem ser tratadas como tal. Logo, não são feitas para namorar ou casar, sendo vistas como manipuladoras. Aprenda a identificar os conteúdos misóginos no feed Sempre que ver um vídeo ou ler um post, vale ativar o olhar crítico sobre as ideias por trás dele. Esse conteúdo coloca homens contra mulheres? Incentiva o controle, o ciúme excessivo ou a manipulação? Humilha ou objetifica uma mulher, falando da sua aparência ou das suas atitudes? Reduz relacionamento a jogos de poder, não em relações de respeito? Se um conteúdo ensina que você precisa manipular, testar ou “vencer” alguém, já é uma grave red flag, viu? É importante também tomar cuidado com generalizações do tipo “toda mulher é…”, seguidas de adjetivos que desumanizam ou geram ódio ao sexo feminino. Sempre questione se o que está sendo dito promove respeito ou divisão. Continua após a publicidade Atenção: muitos desses conteúdos misóginos podem vir disfarçados de piada. Um exemplo é a trend ‘treinando caso ela diga não’, que viralizou recentemente e virou alvo de investigação da Polícia Federal por incitar violência contra a mulher. + Incel, 80/20, sigma: conheça os termos usados pelos movimentos misóginos E o que fazer se você se deparar com esses conteúdos misóginos nas redes? Não pense duas vezes em silenciar, deixar de seguir e bloquear perfis e páginas que propagam misoginia nas redes, certo? Você ainda pode clicar em “não recomendar” para mostrar para a plataforma que você não quer esse tipo de conteúdo no seu feed. Cuidado com o algoritmo! Ei, nada de mandar para os amigos, mesmo que seja por indignação, para mostrar o absurdo que está sendo falado. Isso pode ajudar com que engajamento do vídeo ou do post tenha maior alcance e chegue em outros jovens. Afinal, tudo o que você curte, comenta, assiste até o fim ou compartilha a plataforma pode entender que você gostou. Então, mesmo que você esteja ali só para “odiar” um vídeo misógino, o algoritmo entende