Geração Z quer criar conexão, mas sofre com a ‘ressaca da vulnerabilidade’
Categoria: Relacionamentos
Pesquisa mostra que jovens valorizam autenticidade nos relacionamentos, só que enfrentam o medo de se abrir e iniciar conversas profundas.
Por Capricho | 12/07/2026
M ostrar inseguranças e falar sobre sentimentos nem sempre foi visto como uma vantagem na hora de conhecer alguém. Mas, para muitos jovens da Geração Z , essa lógica parece estar mudando. Em vez de tentar transmitir uma imagem de perfeição, o que ganha espaço é a sensação de poder ser autêntico. Uma pesquisa do aplicativo de relacionamentos Hinge , realizada com 2 mil brasileiros entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, mostra que 31% da Geração Z consideram que uma conexão é autêntica quando se sentem seguros para revelar vulnerabilidades, particularidades e inseguranças A tendência vai além do Brasil. O relatório global Gen Z D.A.T.E. , também desenvolvido pelo Hinge com mais de 30 mil usuários do aplicativo, revelou que 84% desse público querem construir relações mais profundas. O desafio é dar o primeiro passo. O medo de se abrir ainda está no caminho O principal obstáculo é o medo de como serão recebidos ao compartilhar sentimentos ou experiências pessoais. O relatório chama esse fenômeno de “ressaca da vulnerabilidade” , aquela sensação de arrependimento ou vergonha que aparece depois de contar algo íntimo. Segundo a pesquisa, 52% dos usuários já passaram por isso. Continua após a publicidade Curiosamente, esse receio parece ser maior do que a reação dos outros. Apenas 19% afirmaram já ter se sentido desconfortáveis quando alguém demonstrou vulnerabilidade emocional. Muita gente teme ser julgada por se abrir, mesmo que quem está do outro lado não enxergue esse momento de forma negativa. Essa dificuldade também aparece nos primeiros encontros. Os usuários da Geração Z são 36% mais hesitantes do que os millennials para iniciar um diálogo significativo. O Hinge chama essa diferença entre desejar intimidade e não conseguir demonstrá-la de “lacuna de comunicação” . Entre os fatores que contribuem para isso estão expectativas sobre quem deve tomar a iniciativa, medo de soar intenso demais e a dificuldade de fazer questionamentos que realmente ajudem a conhecer a outra pessoa. Queremos conexões mais profundas O estudo também identificou um “déficit de perguntas” . Enquanto 85% dos entrevistados dizem que têm mais vontade de sair novamente com alguém que faz perguntas interessantes, apenas uma parcela sente que seus pares realmente demonstram essa curiosidade durante o encontro. Continua após a publicidade As questões consideradas mais eficazes são simples: retomar algo que a outra pessoa comentou anteriormente, perguntar sobre interesses pessoais e conversar sobre valores. Os dados mostram que, embora exista vontade de construir relações mais profundas, ainda há receio de se expor. Nesse cenário, a vulnerabilidade deixa de ser vista como um sinal de fraqueza e passa a ocupar um papel importante na construção da confiança entre duas pessoas. + Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui. Continua após a publicidade Newsletter CH Inscreva-s