Off Campus ganha força e essência ao transformar amizade em protagonista
Categoria: Relacionamentos
Ambientada no cenário universitário, adaptação literária acerta ao desenvolver núcleos que vão muito além do romance
Por Capricho | 11/05/2026
A lgumas fases podem ser mais complexas que outras. A adolescência, por exemplo, é cheia de primeiras vezes que moldam características que nos acompanham para outro grande momento de amadurecimento: o início da vida adulta. É justamente nesse cenário que conhecemos os personagens e os conflitos de Off Campus , série jovem adulto que combina romance com o encontro de pessoas que se tornam família em meio ao caos da universidade. Tudo começa quando Garrett, estrela do time de hóquei, vê seu futuro ameaçado por uma nota baixa. Tentando melhorar o desempenho fora do gelo, ele pede ajuda a Hannah, uma talentosa estudante de Música que gabaritou a prova. Apesar de considerar o jogador uma pessoa bem convencida, ela aceita a proposta quando ele se oferece para se tornar seu namorado de mentira para chamar a atenção de Justin (Josh Heuston), músico por quem ela é interessada. A missão de apresentar o primeiro casal do universo, baseado nos livros de Elle Kennedy , ficou nas mãos de Ella Bright e Belmont Cameli . Como Hannah Wells e Garrett Graham, eles embarcam em um relacionamento falso, com cenas intensas e de provocação que convencem com poucos minutos de tela. Mas o laço entre eles não para por aí e é fortalecido enquanto descobrem o que realmente querem e mergulham em batalhas internas envolvendo traumas do passado. Interpretar um dos casais mais queridos da comunidade literária é uma pressão e tanto, mas a dupla conseguiu criar um vínculo apaixonante na frente das câmeras. Aprender a ser vulnerável e confiar faz parte da essência que os atores dominam em cena, mas outros pilares base do relacionamento estão presentes em detalhes que não vão passar despercebidos pelos fãs. Digo isso porque me lembro da primeira vez que li os livros de Off Campus. Também lembro de quando fiquei sabendo da adaptação, do anúncio dos testes de elenco e do dia em que os atores selecionados foram confirmados. Continua após a publicidade O potencial para transformar a história em um fenômeno estava bem ali, pronto para ser explorado. Mas era um desafio de grandes expectativas, ainda mais pela base de público já existente e pela importância de retratar temas sensíveis, como abuso e violência doméstica, com a responsabilidade necessária. E Louisa Levy foi quem aceitou a tarefa de equilibrar o que estava nas páginas com mudanças essenciais para o andamento da trama. A showrunner adicionou, sim, trechos que são marcantes para os leitores, como easter eggs e menções aos livros seguintes. Mas ela também alterou e aprofundou determinados assuntos, como a relação de Garrett com o pai, que ganhou desdobramentos que funcionam muito bem no novo formato. Por outro lado, algumas mudanças podem gerar incômodo ou estranhamento por um apego emocional ao universo, o que é natural quando falamos de traduzir centenas de páginas em episódios de cinquenta minutos. Mas o clímax da temporada explica muitas dessas escolhas e chega a superar o livro. É aquele momento em que tudo se encaixa e fica