‘Skate Pela Mudança’ lança guia para promover mais meninas no esporte
Categoria: Relacionamentos
Iniciativa da Nike, em parceria com a skatista Rayssa Leal, aponta que 85% das garotas são consideradas inativas fisicamente. E isso precisa mudar.
Por Capricho | 13/05/2026
Continua após a publicidade O skate pode até começar com uma manobra, mas, para muitas meninas, ele acaba virando liberdade, amizade e até um novo jeito de olhar para si mesmas. Foi exatamente isso que aconteceu com jovens impactadas pelo programa “Skate pela Mudança Social”, iniciativa da Nike em parceria com a skatista Rayssa Leal (que também já foi capa da CAPRICHO, lembra?). Agora, o projeto ganhou um novo capítulo com o lançamento do guia “ Meninas, Skate & Transformação”, material que reúne aprendizados e experiências construídas ao longo da iniciativa, que também tem apoio do Laureus Sport for Good e da Rede Esporte pela Mudança Social (REMS) . O objetivo é inspirar outras organizações e educadores a criarem espaços mais acolhedores para meninas dentro do esporte. Você pode acessar o material aqui, neste link. Continua após a publicidade Segundo o guia, cerca de 85% das garotas são consideradas inativas fisicamente, enquanto entre os meninos o índice é de 78%. Já entre adolescentes de 11 a 17 anos, 45% das meninas abandonam o esporte, o dobro da taxa registrada entre os garotos. Além das aulas e encontros, o projeto também criou momentos de troca entre as participantes, com festivais e eventos que ajudaram a fortalecer laços e construir uma rede de apoio. gustavodant_mavo.co/Divulgação O material também aponta que 41% das meninas que deixaram atividades esportivas dizem ter se sentido objetificadas durante a prática. Ao mesmo tempo, 89% acreditam que o esporte deveria ser mais inclusivo para garotas. Foi justamente pensando nesse cenário que o programa passou a atuar em comunidades do Ceará e de Pernambuco, impactando mais de 170 crianças e adolescentes, incluindo 90 meninas que passaram a ocupar pistas e espaços esportivos. Durante dois anos, três ONGs da região receberam apoio financeiro, equipamentos esportivos e capacitação voltada para temas como equidade de gênero, proteção de jovens e pedagogia do skate. Continua após a publicidade Cerca de 85% das garotas são consideradas inativas fisicamente, enquanto entre os meninos o índice é de 78%. Além das aulas e encontros, o projeto também criou momentos de troca entre as participantes, com festivais e eventos que ajudaram a fortalecer laços e construir uma rede de apoio. E a presença de Rayssa Leal teve um papel gigante nisso tudo. “Ela é uma esperança de que a gente também pode ser skatista”, contou Ana Clara, participante da Associação Conexão Social, em material enviado à imprensa. Já Maria Sophia, outra jovem atendida pelo projeto, resumiu como o skate mudou sua relação consigo mesma: “Depois do skate, eu consegui confiar mais em mim e nas pessoas. Eu aprendi a não abaixar a cabeça.” Rayssa Leal em visita a uma das entidades que participou do projeto. gustavodant_mavo.co/Divulgação Para Rayssa Leal , ver meninas da região Nordeste encontrando novas possibilidades através do esporte tem um significado ainda mais especial. “O skate ensina que a gente cai, mas levanta mais forte. É s