Câncer colorretal: 85% dos jovens não conhecem exame que salva vidas
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Esse tipo de câncer é um dos mais diagnosticados no país e foi o que vitimou a cantora Preta Gil em 2025, após dois anos de tratamento intenso.
Por Capricho | 20/07/2026
E ntre os brasileiros de 16 a 24 anos, 85% nunca ouviram falar do exame que identifica o câncer colorretal antes mesmo dos primeiros sintomas — o maior índice de desconhecimento entre todas as faixas etárias. Há um ano, a cantora Preta Gil morreu após fazer tratamento rigoroso contra a doença durante dois anos e meio. O dado é da pesquisa inédita “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos”, do hospital A.C.Camargo Cancêr Center e da Nexus, que entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. E ele revela um paradoxo entre a nossa galera e a população geral: a maioria dos brasileiros sabe reconhecer os sinais da doença, mas boa parte ainda não conhece as ferramentas para preveni-la — ou demora a agir quando percebe algo errado. O tema ganhou relevância diante dos números da doença no país. Em fevereiro deste ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no Brasil para o triênio 2026-2028, o que o coloca entre os três tumores mais incidentes no país (desconsiderando o câncer de pele não melanoma). O exame que a nossa galera não conhece O nome parece ser esquisito, mas é importante: o exame se chama Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), e ele serve para identificar sinais do câncer colorretal antes do aparecimento de sintomas evidentes. Segundo a pesquisa, dois em cada três brasileiros (67%) nunca ouviram falar dele. Apenas 11% já o realizaram e 21% conhecem o procedimento, mas nunca fizeram. Continua após a publicidade Entre os mais jovens, de 16 a 24 anos, esse desconhecimento sobe para 85%, como a gente já te contou. O número também é mais alto entre homens jovens (76%) e pessoas que estudaram até o ensino fundamental (72%). Já entre quem teve ou conhece alguém que teve a doença, o desconhecimento cai para 56% — mostrando que o contato com o câncer aumenta a familiaridade com as formas de rastreá-lo. Mas reconhecer os sintomas é algo mais fácil Curiosamente, quando o assunto é identificar os sinais, a galera se sai bem. Segundo o levantamento, 8 em cada 10 pessoas reconhecem como grave a presença de sangue nas fezes ou a mudança de funcionamento intestinal por mais de um mês — dois dos principais sintomas da doença. Desse grupo, 42% classificam esses sinais como “muito grave”. E esse conhecimento não vem da convivência com a doença: apenas 21% dos entrevistados conhecem alguém que já teve câncer colorretal, enquanto 75% dizem nunca ter tido contato com pacientes desse tipo de câncer. Ou seja, o reconhecimento existe mesmo entre quem nunca viu a doença de perto. Continua após a publicidade Como cuidar, então, e prestar atenção aos sinais? O ponto que mais chama atenção é a distância entre reconhecer o risco e agir diante dele. Na pesquisa, 9% dos entrevistados afirmaram já ter notado sangue nas fezes na vida real. Desse grupo, 59% procuraram atendimento médico imediatamente — mas 40% não tiveram essa reação. Entre quem demo