RuPaul’s Drag Race All Stars 11 acerta na vencedora, mas erra na narrativa
Categoria: Relacionamentos
Crystal Methyd levou a coroa em uma edição divertida nos grupos, mas prejudicada por escolhas questionáveis
Por Capricho | 22/07/2026
D epois do gosto amargo deixado pelo All Stars 10 , foi difícil não desconfiar quando RuPaul’s Drag Race anunciou que repetiria o formato de torneio na temporada seguinte. A edição anterior reuniu um elenco poderoso, mas terminou cercada pela sensação de que toda a competição havia sido construída para levar Ginger Minj até a coroa. Ah, e não porque ela não tivesse capacidade para vencer, tá? Mas porque o caminho pareceu ainda mais previsível e excessivamente controlado do que qualquer outro All Stars (e olha que já tivemos muitas temporadas com vencedoras óbvias). Por isso, o retorno dos brackets ao All Stars 11 assustou parte do público, principalmente com veteranas como Kennedy Davenport e Silky Nutmeg Ganache competindo pela quarta vez na franquia. A nova edição voltou a reunir 18 queens, divididas em três grupos, valendo US$ 200 mil e uma vaga no Hall da Fama. A surpresa é que, durante boa parte da temporada, o formato de brackets funcionou. O problema começou quando esses grupos se encontraram e o programa falhou ou ao menos tentou transformar as trajetórias em uma história coerente. Os brackets foram a melhor parte da temporada O primeiro grupo começou apresentando uma Dawn muito mais segura do que na 16ª temporada. A queen conseguiu equilibrar sua estética conceitual com o que parece funcionar dentro de Drag Race. Também foi ótimo rever A’Keria C. Davenport e Morgan McMichaels realmente competitivas, algo especialmente importante para duas artistas que não tiveram as melhores despedidas em participações anteriores. Morgan e A’Keria terminaram empatadas, e RuPaul precisou escolher pessoalmente quem avançaria. A’Keria ficou com a vaga, enquanto Morgan saiu mesmo tendo acumulado duas vitórias em desafios. A decisão poderia ser aceita como parte da subjetividade do programa, mas ficou mais difícil de defender quando uma situação semelhante foi tratada de outro jeito no terceiro grupo. A gente já chega lá. Continua após a publicidade O segundo bracket foi puro entretenimento. Salina EsTitties entendeu que o sistema de pontos também era um jogo social e tentou negociar, convencer e confundir as adversárias sempre que possível. Nem todas as estratégias funcionaram, mas seu esforço movimentou os episódios e ainda rendeu um ótimo conflito com Aura Mayari . Silky também jogou para valer e soube construir uma boa campanha entre as competidoras, enquanto Crystal Methyd avançou porque entregou uma trajetória consistente e fiel ao seu estilo. Até Vivacious ganhou seu esperado momento de redenção. Já o terceiro bracket, que parecia arriscado no papel, acabou sendo uma das partes mais divertidas. Kennedy voltou dando uma verdadeira aula de drag clássica, Jasmine Kennedie entregou performance e drama, Sam Star confirmou seu talento como competidora e Hershii LiqCour-Jeté conseguiu a redenção que procurava. Continua após a publicidade Mas a maior surpresa foi Joey Jay . Eliminada cedo na 13ª temporada sem deixar uma trajetória muito marcante, ela retornou