Como ‘Soy Luna’ moldou a minha infância como uma garota latina
Categoria: Relacionamentos
Precisamos falar desta série que ajudou milhares de crianças a terem uma boa relação com as suas raízes latinas.
Por Capricho | 08/08/2026
Q uando somos crianças, tudo que assistimos, lemos e ouvimos acaba se tornando espelho para nós. Isso não era diferente comigo: eu costumava assistir apenas programas de TV americanos que não conversavam realmente com a minha vivência como criança brasileira. Por mais que eu tentasse me encaixar naquilo que eu assistia nas telas, eu não me enxergava ali. Sentia que eu não pertencia a nada daquilo. Até 14 de março de 2016. Naquele dia, assisti, pela primeira vez, uma garota mexicana chamada Luna colocar seus patins e rodar pelas lindas ruas de Cancún. Eu jamais iria imaginar que aquela série mudaria, para sempre, a minha percepção sobre mim mesma e sobre o que é ser uma garota latina. Soy Luna ensinava não só sobre amizade, amor e a relação desses sentimentos com o esporte, mas também ensinava sobre pertencimento. A série mostra as vivências de personagens latinos cada um com suas próprias características, mas com uma coisa em comum: as experiências vividas em relação às nossas raízes – algo que é muito valioso e verdadeiro para crianças que cresceram sem se identificar com o que assistiam, mas que agora podem se encontrar em cada um dos personagens. Para mim, o que é mais interessante é poder assistir a Luna, uma garota tão complexa e tão valente, chegar tão longe e mostrar a todos que sua paixão pelos patins atravessa qualquer fronteira. E, além disso, poder assistir o crescimento da atriz Karol Sevilla (que dá vida a Luna). Ao chegar em Buenos Aires para atuar, ela jamais imaginaria que sua vida mudaria para sempre, e, mais que isso, que ela mudaria a vida de milhares de crianças latinas que puderam se enxergar através do seu trabalho. Continua após a publicidade Acredito que Soy Luna pode mudar o cenário da televisão norte americana, já que colocou em pauta que a cultura latina pode e deve ser mostrada para o mundo e não só a cultura estadunidense. Muito obrigada, Soy Luna , por trazer o sentimento de pertencer a nós e por encorajar cada uma das crianças latinas que assistiram a série a dizer “agora é a nossa vez!”. + Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui . Newsletter CH Inscreva-se e receba no seu e-mail o melhor do que rolou na semana na CH. Aceito receber ofertas produtos e serviços do Grupo Abril. Cadastro efetuado com sucesso! Você receberá este conteúdo por email em breve. Publicidade