Midori Francis usa terror corporal para discutir autoimagem em Insaciável
Categoria: Relacionamentos
Em entrevista à CAPRICHO, a atriz compartilhou como o filme aborda pressões internas e uma desconexão com o mundo real
Por Capricho | 11/08/2026
I nsaciável , filme de terror corporal dirigido por Natalie Erika James , está em cartaz nos cinemas brasileiros. No protagonismo da história, a atriz Midori Francis levanta questionamentos sobre transtornos alimentares, autoimagem e relações cada vez mais complexas com o próprio corpo. Na narrativa, conhecemos Hana, uma estudante de medicina que, por influência de uma amiga, começa a tomar pílulas para perda de peso. Mas o conteúdo das cápsulas trazem elementos sobrenaturais para assombrar a vida da jovem, que precisa enfrentar dilemas e constantes pressões internas. Em entrevista exclusiva à CAPRICHO, Midori falou sobre o tema central de Insaciável, destacando um problema real e muito atual. “Eu realmente acho que estamos vivendo uma crise corporal própria. Estamos passando tanto tempo nessa coisa [celular] que estamos muito desconectados do nosso mundo físico”, explicou a atriz. “Estamos em uma espécie de mundo diferente agora, um mundo virtual, e acho que estamos subconscientemente muito atraídos por histórias de terror corporal neste momento porque estamos vivendo nosso próprio terror corporal silencioso, sutil e lento”, completou. Continua após a publicidade Confira a entrevista complexa com Midori Francis sobre o filme Insaciável: CAPRICHO: O filme passa por muitos momentos tensos, mas acho interessante que, na maioria das vezes, eu não ficava com medo da imagem do fantasma em si. O que era realmente assustador era ver como Hana reagiria a algo ou o que ela faria consigo mesma em determinada situação. Teve algo que surpreendeu ou impressionou você com essa personagem? Midori Francis: Antes de tudo, eu concordo com você. Mesmo durante as filmagens, acho que os momentos mais silenciosos e tensos do filme são os mais inquietantes. Quando vemos a Hana perdida na própria cabeça. Há algo tão psicologicamente sufocante nisso, e eu amo. Continua após a publicidade E, sobre a Hana, acho que o que me surpreendeu foi como foi fácil para mim olhar para a jornada dela e ver os erros que ela estava cometendo. Às vezes, eu pensava: “Ugh, simplesmente não faça isso. Ou simplesmente procure aquela pessoa. Aquela amiga te ama. Por que você não está se abrindo? Por que está se concentrando nessa pessoa que não te ama? Por que você…?” Foi tão fácil para mim amar Hana, guiá-la e desejar que ela fizesse escolhas diferentes. Mas, na minha própria vida, quando estive em situações assim, não tive a mesma clareza. Então, foi algo sobre o quão claramente eu via Hana e o quanto eu a amava, mas que, em momentos da minha própria vida, quando eu mais precisava, eu não era capaz de ter esse pensamento. Isso me fez pensar em como podemos assistir ao filme e pensar: “Ah, o que você está fazendo?”, mas muitas vezes fazemos essas mesmas escolhas. Estamos passando tanto tempo no celular que estamos muito desconectados do nosso mundo físico. Midori Francis Continua após a publicidade E, como você disse, há momentos em que Hannah está perdida em pe