‘Hazel Eyes’ mostra Sam Smith cantando um amor que finalmente deu certo
Categoria: Relacionamentos
No quinto álbum, artista troca a grandiosidade de Gloria por violões, coros e um romance muito bem resolvido
Por Capricho | 21/08/2026
S am Smith está vivendo uma paixão. Daquele tipo em que basta olhar para os olhos da pessoa amada para enxergar folhas de outono, brisa de verão e flores no inverno. É dessa fase da vida que nasce Hazel Eyes , quinto álbum de estúdio de Sam, lançado nesta sexta-feira (21). E existe algo genuinamente interessante nisso. Por boa parte da carreira, Sam Smith transformou corações partidos, amores impossíveis e relações desequilibradas em matéria-prima para algumas das maiores sofrências pop da última década. Agora, pela primeira vez, o ponto de partida é um amor correspondido. O disco acompanha os primeiros anos do relacionamento com o estilista Christian Cowan — sim, o dono dos olhos cor de avelã do título — e começa com uma música cuja primeira metade foi escrita antes mesmo do primeiro encontro do casal. O problema é que estar feliz no amor talvez seja ótimo para a vida pessoal, mas não garante automaticamente 12 músicas inesquecíveis. Continua após a publicidade View this post on Instagram Depois de Gloria , de 2023, com os hits dançantes Unholy , I’m Not Here to Make Friends e uma estética deliberadamente extravagante, Sam faz quase um movimento de 180 graus. Hazel Eyes é violão, cordas, piano, baixo, guitarra, sopros e, principalmente, muito coro. Sam buscou uma produção mais orgânica, trabalhou com uma equipe recorrente ao longo do projeto e, pela primeira vez, também assumiu crédito na coprodução. Em entrevista ao The Guardian , contou ainda que queria deixar de se preocupar tanto com looks e manter o comercial longe da música. Continua após a publicidade E talvez aí esteja tanto a maior qualidade quanto a principal fragilidade de Hazel Eyes : é um disco extremamente seguro da própria identidade. Só que nem sempre essa identidade resulta em algo tão interessante assim. View this post on Instagram “Everlasting Love” abre o disco com Sam estendendo a mão para alguém preso dentro da própria cabeça e fazendo um convite para que essa pessoa se permita viver aquele amor. É bonita, elegante e bem cantada, mas não deixa tanta coisa para trás quando termina. Continua após a publicidade A faixa-título resolve melhor essa proposta. Hazel Eyes cresce aos poucos, encontra um refrão realmente bonito. É Sam Smith fazendo aquilo que sabe fazer quase assustadoramente bem: transformar uma declaração romântica simples em algo que soa como se aquela pessoa fosse a única criatura viva disponível na Terra. A imagem poderia facilmente escorregar para o cafona, mas a melodia e, principalmente, a voz carregam a música. Aliás, esse é um ponto que atravessa o álbum inteiro: a voz de Sam Smith continua absurda. Cristalina nos momentos mais delicados, enorme quando os arranjos crescem e suficientemente expressiva para fazer algumas composições menos inspiradas parecerem mais importantes do que realmente são. Isso acontece, por exemplo, em “Moondance”, parceria com Feist . My Guy , por outro lado, tem muito mais personalidade. Sam canta sobre descobrir um amor tão seguro