Falar sobre limites do corpo dentro de casa não pode ser tabu
Categoria: Relacionamentos
Movimento “É Meu”, do Boticário, aposta em linguagem lúdica e conteúdos educativos para você conversar sobre temas super importantes em família.
Por Capricho | 29/05/2026
A lgumas conversas parecem simples, mas, quando chegam na vida real, podem virar um território cheio de dúvidas, especialmente quando envolve sexualidade, limites do corpo e consentimento. Nem sempre é fácil conversar sobre esses assuntos dentro de casa, com pais e responsáveis. Pensando em facilitar essa conversa, o Boticário criou um movimento chamado “É Meu”. A iniciativa, que nasceu nesse mês de maio, busca apoiar famílias a abordarem esses temas de forma mais natural no dia a dia, com conteúdos educativos e recursos lúdicos para abrir espaço para a conversa. E você deve estar se perguntando: tá, CAPRICHO, mas como fazer isso? A proposta parte de uma questão que continua aparecendo em diferentes pesquisas: muitos responsáveis ainda têm dificuldade em falar sobre o tema com crianças e também adolescentes. Um levantamento da instituição YouGov, citado pela instituição britânica NSPCC (National Society for the Prevention of Cruelty to Children), mostrou que metade dos pais de crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos nunca havia conversado com seus filhos sobre limites do próprio corpo. Em vez de transformar esse assunto em uma conversa isolada ou em algo que só aparece em situações específicas, a ideia do projeto é aproveitar momentos comuns da rotina, como a hora do banho. Para isso, a marca embalou um dos sabonetes líquidos coporais neutros de sua linha fixa com o slogan do movimento. Continua após a publicidade “‘É Meu’ nasce do nosso papel como marca de incentivar conversas que entendemos ser importantes. Sabemos que existem temas que podem ser considerados sensíveis ou delicados, mas que são possíveis de serem abordados em rotinas de cuidado e diálogo”, afirmou Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação do Boticário. “Criamos uma iniciativa que une conteúdo especializado, experiência e linguagem acessível para apoiar de forma prática, dentro da rotina diária.” Imagem de vídeo da campanha. O Boticário/Divulgação O projeto foi desenvolvido em parceria com a psicopedagoga, educadora e autora infantil Laila Romano. Segundo ela, uma das maiores barreiras ainda está na forma como muitas famílias enxergam esse tipo de conversa. “Ainda há dúvidas sobre como abordar o tema da educação corporal com as crianças. Na prática, trata-se de apoiar o reconhecimento do próprio corpo, a compreensão de limites e o desenvolvimento da autonomia de forma gradual e adequada à idade”, explica em comunicado à imprensa. Continua após a publicidade Ela reforça que a construção desse entendimento não acontece em uma conversa única. “O mais importante é que a criança tenha espaço para perguntar, se expressar e construir esse entendimento ao longo do tempo.” Além da plataforma educativa com materiais para pais e responsáveis, o movimento também traz um adesivo com QR Code que pode ser colado em produtos do cotidiano. A ideia é transformar objetos já presentes na rotina em pontos de partida para o diálogo. Mas o ponto principal parece estar menos no objeto em