Por que candidatos precisam informar suas redes sociais ao TSE
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Regra ajuda a controlar como conteúdos políticos chegam ao seu feed e virou centro de uma decisão que suspendeu parte da campanha de Renan Santos.
Por Capricho | 31/08/2026
S e você já teve a sensação de que o algoritmo sabe exatamente o que colocar no seu feed, vale saber que, durante as eleições, existem regras específicas para impedir que esse poder das plataformas dê uma vantagem injusta a algum candidato, viu? Uma delas voltou ao centro do debate nesta segunda-feira (31), depois que o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão de atos da campanha de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão. Entre as medidas, estão restrições à propaganda eleitoral digital, à participação em debates e ao uso de recursos do Fundo Eleitoral. O motivo envolve justamente as redes sociais usadas pela campanha. Em vídeo publicado nas redes, o candidato classificou a decisão como “injusta e ilegal”, relacionou a decisão a críticas que já fez ao Supremo e afirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas o que aconteceu, CAPRICHO? Quando uma pessoa registra sua candidatura, ela precisa informar à Justiça Eleitoral os endereços eletrônicos que pretende utilizar na campanha, incluindo sites e perfis em redes sociais que já existiam. Renan Santos apresentou seu pedido de registro em 7 de agosto. Na ocasião, informou um site e uma conta no X. Outros 16 perfis ligados à chapa foram comunicados ao TSE posteriormente, em 19 de agosto. Continua após a publicidade A legislação eleitoral determina que endereços que já existiam devem ser informados no registro da candidatura. Caso um novo perfil seja criado durante a campanha, ele também precisa ser comunicado à Justiça Eleitoral. Além disso, uma regra adicionada para as eleições de 2026 determina que endereços preexistentes que não tenham sido informados inicialmente só podem ser usados em campanha 48 horas depois de serem registrados na Justiça Eleitoral. Parece uma burocracia pequena, mas ela tem tudo a ver com o que aparece no seu feed. E o que o algoritmo tem a ver com isso? Desde uma mudança nas regras eleitorais aprovada pelo TSE em 2024, as plataformas que trabalham com sistemas de recomendação devem excluir os perfis oficiais informados pelos candidatos de seus mecanismos de recomendação durante a campanha. Traduzindo do juridiquês para o internetês: o Instagram, TikTok , X, YouTube e outras plataformas não devem simplesmente empurrar organicamente o conteúdo publicado pelos perfis oficiais dos candidatos para pessoas que ainda não os seguem. Continua após a publicidade O seu feed também vota A ideia é evitar que a própria lógica dos algoritmos interfira na disputa eleitoral e dê uma vantagem desproporcional a uma candidatura. É justamente aí que o caso de Renan Santos ganhou importância. Como parte dos perfis utilizados pela chapa só foi comunicada posteriormente ao TSE, eles podem ter ficado, durante um período, fora desse filtro aplicado às contas oficialmente registradas. Reportagem da Folha de S.Paulo apontou que contas de Renan receberam tratamento diferente dos perfis de outros candidatos por mais de dez dias de cam