5 pontos que decreto assinado por Lula muda na compra de ingressos
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Documento aumenta a transparência na venda e revenda de ingressos e cria medidas contra bots e outras práticas que prejudicam a sua compra.
Por Capricho | 01/09/2026
C omprar ingresso para um show no Brasil ganhou novas regras. Nesta segunda-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que regulamenta pontos da comercialização de ingressos para eventos e busca combater problemas que já são velhos conhecidos dos fãs: bots, cambismo digital, falta de transparência e cobranças que só ficam claras no final da compra. Mas, afinal, o que muda para quem está do outro lado da tela tentando garantir um ingresso? A CAPRICHO explica os principais pontos (e ah, aqui vai um pedido: espalhe essa matéria em grupos e nas suas redes, viu? Ela pode ajudar muita gente por aí). 1. Plataformas terão que combater bots Sabe aquela sensação de entrar na fila virtual no segundo em que a venda abre e, mesmo assim, descobrir que milhares de pessoas já estão na sua frente? As novas regras miram justamente o uso de sistemas automatizados capazes de realizar compras em massa. As empresas responsáveis pela comercialização de ingressos deverão adotar mecanismos para identificar e impedir o uso de bots, softwares e outras tecnologias utilizadas para comprar grandes quantidades de entradas, prática que pode reduzir artificialmente a oferta disponível para consumidores comuns. Continua após a publicidade A ideia é diminuir a vantagem de quem utiliza automação para adquirir ingressos rapidamente, especialmente com a intenção de revendê-los depois. 2. O preço precisa ficar mais claro desde o começo Outra mudança importante envolve uma reclamação bastante comum entre consumidores: as taxas que aparecem ao longo da compra. As novas regras reforçam que o consumidor precisa receber informações claras sobre o preço do ingresso e os valores envolvidos na operação, evitando que cobranças sejam apresentadas de maneira pouco transparente somente nas etapas finais. Na prática, o objetivo é permitir que você saiba quanto aquela compra realmente vai custar antes de chegar ao botão de pagamento. 3. Sites de revenda terão novas responsabilidades As regras também atingem o chamado mercado secundário, formado por plataformas nas quais pessoas revendem ingressos que já foram comprados anteriormente. Esses sites terão de deixar mais claro para o consumidor que estão intermediando uma revenda, além de fornecer informações sobre a entrada oferecida e as condições da operação. É uma diferença importante. Ao encontrar um ingresso na internet, o consumidor precisa conseguir identificar se está comprando diretamente do canal oficial daquele show ou de alguém que adquiriu a entrada anteriormente e está tentando revendê-la. Continua após a publicidade 4. A revenda abusiva entra na mira O cambismo digital é um dos principais problemas que as novas medidas pretendem enfrentar. A combinação de compras em massa com revendas por valores muito superiores aos praticados oficialmente se tornou especialmente visível em grandes turnês, quando ingressos esgotam rapidamente nos canais autorizados e reaparecem pouco depois em outras plataformas. Além das obri