Drag queens refletem sobre legado queer de ‘The Rocky Horror Picture Show’
Categoria: Relacionamentos
À CAPRICHO, Chanel e Frimes contam como o clássico de 1975 atravessou suas trajetórias e segue sendo descoberto por novas gerações
Por Capricho | 01/09/2026
T im Curry , ator britânico eternizado como o Dr. Frank-N-Furter de The Rocky Horror Picture Show , morreu em 25 de agosto, aos 80 anos, em sua casa em Los Angeles. Ao longo de quase seis décadas de carreira, ele também marcou o cinema e a televisão em produções como It: Uma Obra-Prima do Medo , Clue e Esqueceram de Mim 2 , além de acumular três indicações ao Tony pelo trabalho nos palcos. Mas foi de meia arrastão, salto, maquiagem carregada e corset que Curry criou uma das imagens mais reconhecíveis de sua carreira. Primeiro nos palcos, no musical The Rocky Horror Show, e depois no filme de 1975, o ator deu vida ao cientista Frank-N-Furter e ajudou a transformar uma produção que inicialmente teve pouco sucesso em um fenômeno cult que atravessaria décadas. Mais de 50 anos depois, o impacto de Rocky Horror continua aparecendo na cultura pop e na formação de novas gerações de artistas LGBTQIA+. Em conversa com a CAPRICHO nos bastidores do Realness Festival, Chanel e Frimes relembraram a relação pessoal que construíram com o filme e falaram sobre o legado deixado por Curry. Continua após a publicidade “Ele está sempre sendo descoberto pelas novas gerações” Para Chanel, que conheceu Rocky Horror ainda criança, a força do trabalho de Curry está na capacidade de continuar encontrando novos públicos. “Para mim, o legado do Tim Curry, de Rocky Horror, é uma coisa meio eterna, sabe? É um filme que tem esse talento de nunca sair da discussão, de nunca sair da presença das pessoas. Ele está sempre sendo descoberto pelas novas gerações”, afirma. Ela conta que devia ter entre 10 e 12 anos quando assistiu ao longa pela primeira vez e ainda entendia muito pouco sobre a própria identidade. O filme não trouxe exatamente respostas, mas apresentou a possibilidade de existir sem tentar diminuir aquilo que parecia diferente. Continua após a publicidade “Ver o Frank-N-Furter e achar ele essa grande coisa esquisita, entender que eu sou essa grande coisa esquisita, me deu coragem, me deu fogo no rabo e me deu lemas que eu sigo para sempre”, relembra. “É um relacionamento muito especial que a gente cria com essa figura.” Para Chanel, essa conexão ganha ainda mais peso quando se pensa na dificuldade que muitas pessoas queer têm de encontrar referências mais velhas com experiências parecidas com as suas. “Quando a gente é queer, a gente tem muito pouca referência de como ser, principalmente referências de pessoas mais velhas que saibam como vai ser a nossa vida, porque a nossa família não entende a gente”, diz. “Então, esses mais velhos, esses anciões da cena, vão virando a nossa família, porque são eles que vão contextualizando para a gente como é viver sendo queer nesse mundo.” Continua após a publicidade De fracasso nos cinemas a tradição queer Lançado em 1975, The Rocky Horror Picture Show acompanha Brad e Janet, um casal que, depois de ter o carro quebrado durante uma tempestade, acaba buscando ajuda em um castelo bastante fora do comum. É ali que eles conhecem