Shakira se reafirma como rainha latina com show histórico em Copacabana
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Loba foi recebida com uivos em noite de lua cheia e transforma o “altar do mundo” em celebração da música latino-americana.
Por Capricho | 03/05/2026
D epois de semanas de expectativa, Shakira finalmente ocupou a Praia de Copacabana no último sábado (2), como atração principal do Todo Mundo no Rio . Diante de uma multidão estimada em cerca de 2 milhões de pessoas , a artista entregou um espetáculo grandioso que misturou hits, emoção, convidados brasileiros e uma conexão que poucos cantores conseguem ter com o público. Mesmo com atraso de mais de uma hora, causado por uma questão pessoal da cantora, a noite terminou com gosto de evento histórico. Enquanto fã, posso dizer sem medo de exagerar: ver Shakira em Copacabana foi testemunhar uma artista entendendo exatamente onde estava. Desde cedo, a alcateia já ocupava a praia e os arredores do Copacabana Palace clamando pela loba. Antes dela surgir no palco com figurino inédito pensado especialmente para o Brasil, o céu anunciava que aquela noite marcaria a consagração definitiva da Shakira como a artista com maior conexão com o Brasil. O show de drones revelou um “Te Amo Brasil”, a silhueta de uma loba e outros símbolos da noite, deixando claro que aquele não seria apenas mais um show da sua turnê. Shakira conduziu praticamente toda a apresentação em português com naturalidade, fruto do carinho antigo que tem pelo país e relembrando o início de sua carreira, quando fazia shows pelo Brasil afora (e até mesmo por cinco reais o ingresso) e frequentemente marcava presença em programas de audiência no país. Ela se demonstrou genuinamente confortável em dialogar com o público brasileiro e entregou uma presença de palco brilhante. Continua após a publicidade Apesar de manter parte da estrutura da turnê Las Mujeres Ya No Lloran World Tour , o show ganhou identidade própria a partir das participações especiais, pequenas mudanças na setlist padrão e figurinos exclusivos. Anitta ajudou a virar a chave da apresentação com Choka Choka , sua recente parceria com a colombiana, e logo abriu espaço para uma sequência ainda mais brasileira. Caetano Veloso e Maria Bethânia trouxeram a sofisticação da MPB, enquanto a bateria da Unidos da Tijuca levou o samba ao palco em um dos momentos mais criativos da noite, quando a batida invadiu o hit Objection (Tango) . Já Ivete Sangalo trouxe o carnaval ao palco durante sua participação e elevou a energia de Copacabana a outro nível. Os momentos íntimos também tiveram espaço. Em um dos trechos mais emocionantes, Shakira contou o quanto Leãozinho é especial para ela, porque canta a música todos os dias para o filho Milan . Em Soltera , havia arrancado risadas ao brincar que é uma das milhões de mães solteiras do Brasil. Leve, espontânea e carismática, como sempre funcionou melhor. Continua após a publicidade No palco, ela provou que os quadris não mentem , mas seria injusto resumir tudo ao rebolado que virou marca registrada: Shakira se garante nos vocais, na presença cênica e na versatilidade de quem atravessa pop, rock, ritmos latinos e baladas com a mesma segurança. Waka Waka (This Time for Africa) , Inevitable , Hips DonR