Novas gerações reforçam o significado político da Parada LGBT+
Categoria: Relacionamentos
Adolescentes e jovens adultos conversaram com a CAPRICHO sobre como ocupar a Avenida Paulista continua sendo um ato de resistência
Por Capricho | 08/06/2026
A Avenida Paulista foi tomada pelas cores do arco-íris neste domingo (7), durante a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo . Com o tema “30 Anos Parada SP: A Rua Convoca, a Urna Confirma”, a edição de 2026 colocou a participação política no centro da conversa. A CAPRICHO passou a tarde na Paulista ouvindo os jovens que compareceram ao evento. Entre bandeiras, looks cheios de personalidade, encontros com amigos e apresentações de artistas como Pabllo Vittar , Gloria Groove e Urias , uma ideia apareceu repetidamente nas conversas: estar ali era muito mais do que participar de uma festa. Para Lucas, de 20 anos, ocupar a rua é uma forma de conectar passado, presente e futuro: “Eu acho importante ser jovem na Parada porque a gente valoriza as gerações que vieram antes e também cria um futuro para as próximas gerações. O pessoal jovem que tá vindo aí precisa estar na rua militando sobre a nossa existência e a nossa sobrevivência”, disse. Ao lado dele, Kauan, também de 20 anos, enxergava a presença da juventude como uma resposta ao momento político atual. “Com o fascismo crescendo cada vez mais, principalmente aqui no Brasil, estar aqui na Parada é um ato político e sobretudo existencial para todos nós e para as futuras gerações.” Continua após a publicidade As falas refletem um contexto que marcou a edição deste ano. Mesmo com uma queda significativa nos patrocínios, que reduziu a estrutura do evento e o número de trios elétricos, milhões de pessoas voltaram a ocupar a principal avenida da cidade para celebrar e reivindicar direitos. Mas a Parada também é sobre acolhimento. Caroline, de 21 anos, carregava uma bandeira bissexual estampada com uma foto do cantor Jão ao lado da prima de 16 anos. Para ela, estar presente significa abrir caminhos para quem ainda está descobrindo sua identidade. “Eu acho importante porque estamos aqui agora para, no futuro, ajudar novas pessoas que vão estar se descobrindo e também estarem aqui representando a gente.” Já Maria Rita, de 19 anos, lembrou de uma história que presenciou em uma das edições anteriores e que nunca esqueceu: “Uma das coisas mais bonitas que eu vi foi um casal de meninas. Uma delas tinha sido expulsa de casa pelos pais e a outra a acolheu. Foi uma das coisas mais bonitas porque o amor venceu essa barreira da homofobia, não só no mundo, mas dentro do lar também.” Continua após a publicidade Em meio à multidão, Erik, de 20 anos, comemorava uma selfie recém-tirada com o influenciador Chavoso da USP quando parou para conversar com a gente. Para ele, a força da Parada está justamente na sensação de pertencimento. “Você percebe que tem outras pessoas passando pelas mesmas coisas que você. Mesmo com a onda conservadora, ainda tem mais de um milhão de pessoas aqui te dando apoio. Isso é muito importante.” A ideia de que a presença da juventude ainda é fundamental para garantir direitos também apareceu na fala de Leo, de 18 anos, que ca