Carly Rae Jepsen faz da paixão um mundo à parte em ‘Day and Night’
Categoria: Relacionamentos
Entre a intimidade de casa e a euforia da pista, cantora reúne grandes refrões e novas experiências em álbum duplo que chega nesta sexta-feira (18)
Por Capricho | 17/09/2026
E star apaixonada pode dar vontade de fechar a porta e esquecer que o resto do mundo existe. Na música de Carly Rae Jepsen , também rende vontade de abrir as janelas, aumentar o som e transformar qualquer sentimento em um acontecimento. Em Day and Night , que chega nesta sexta-feira (18), essas duas maneiras de viver o amor dividem espaço. Ao longo de 24 faixas, a cantora encontra inspiração tanto na rotina compartilhada quanto naquele desejo que parece grande demais para caber dentro de casa. O álbum duplo acompanha uma fase marcada pelo casamento e pela maternidade, mas também explora as contradições de estar apaixonada. Há espaço para insegurança, saudade, ressentimento e para a dificuldade de aceitar que uma relação boa também pode despertar medo. Continua após a publicidade A divisão organiza essas experiências em dois ambientes: Day se aproxima de instrumentos ao vivo e do pop psicodélico dos anos 1970; Night investe em sintetizadores e batidas eletrônicas. Os sentimentos, porém, circulam livremente entre os dois. Day: entre o conforto e o frio na barriga After All abre o projeto com leveza. O segundo single da era funciona como uma boa apresentação desse cenário solar. Ao lado de Habits of Creatures , ajuda a estabelecer uma ideia que atravessa o trabalho: repetir pequenos gestos com alguém pode ser tão apaixonante quanto a novidade de um primeiro encontro. Continua após a publicidade É quando esse universo ganha proporções maiores que a primeira metade entrega seus melhores momentos. Versailles e On Wires formam a sequência mais forte do álbum . Na primeira, o arranjo cresce aos poucos antes de desacelerar e dar espaço a um refrão de entrega imediata. A fantasia de excessos em um palácio francês tem humor, sensualidade e uma vontade de sentir tudo intensamente, inclusive o que pode dar errado. Burning Heart também entra nessa lista de acertos. Com um crescimento que convida a se jogar e um solo de saxofone que merece destaque, a faixa poderia acompanhar a cena decisiva de um filme coming-of-age. Existe ali uma conexão com a exuberância da bíblia pop EMOTION , agora atravessada pela ideia de construir um futuro a dois. A referência a Thelma & Louise acrescenta perigo à promessa romântica. Seguir juntos pode ser libertador, mas exige aceitar a possibilidade de perder o controle. Continua após a publicidade Por isso, a mudança para Wild Child funciona tão bem. Depois de tamanha expansão, voz e violão aproximam a escuta de uma confissão. A canção sugere o medo de ferir alguém justamente porque aquela relação importa muito. Quem nunca já se perguntou se seria “too much” demais para outra pessoa? Essa vulnerabilidade impede que Day fique preso a uma única imagem de romance. Good Fine Alright encontra graça e tristeza na insistência de alguém em dizer que está bem depois de um término. Já o clima de rock indie de Something Tragic acomoda o carinho e a raiva que podem existir ao mesmo tempo por um ex. São mudanças de perspe